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Um gênero que já não assusta mais terça-feira, 1 de julho de 2008 às 12:56
por Vinicius Silva

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Antes mesmo de gostar apenas de dramas, eu era fascinado por suspense/terror. Lembro de ter visto várias vezes Lenda Urbana, até mesmo o Eu Sei o que Vocês fizeram no verão passado. Com o tempo comecei a procurar algumas coisas antigas, foi aí que me deparei com Alfred Hitchock. Minha vida já não era mais a mesma. O que dizer de Um Corpo que Cai? Ou, ainda, o grande clássico Psicose com a cena ainda mais clássica do chuveiro? O mestre do terror era fascinante e ele conseguia se reinventar, inclusive mesclar outros elementos com o suspense que faziam com que qualquer espectador pudesse vibrar com o filme, pudesse ser surpreendido.

Nesta semana procurei dar uma chance à Fear Itself, nova série de terror da NBC para esta midseason. O programa conta com episódios isolados e por isso não tem uma narrativa fixa. A cada semana uma nova história é apresentada, com novos personagens. Os capítulos são escritos e dirigidos pelos “mestres do terror” que são considerados atualmente. Fico a pensar: como eles podem dar um título como este a pessoas que não têm a mínima ousadia em ser diferente? E depois a minha imaginação parte completamente para a obra de Hitchock e imagino como este deve estar se remoendo em seu túmulo.

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Um 70’s show irreverente sexta-feira, 20 de junho de 2008 às 12:50
por Vinicius Silva

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A midseason sempre nos reserva bons programas, o que acaba sendo uma alternativa às séries que entraram de férias e que só devem retornar entre os meses de agosto e setembro. Normalmente as emissoras americanas conseguem investir bastante nesse meio do ano, como é o caso da rede ABC Family que tem, na grande maioria da sua grade, seriados que sempre estréiam nesta época. No entanto, quem tem roubado mesmo a cena é a CBS com a série Swingtown, que tem conseguido chamar atenção pela construção de um tema polêmico e pela recriação da década de 70.

O período da década de 70 foi extremamente conturbado, mas a música foi a expressão que mais se sobressaiu, assim como a mudança de comportamento das pessoas. O classic rock teve o seu surgimento e por essa razão os anos 70 também é chamado de “a década da discoteca”, devido ao surgimento da dance music e todos aqueles bailes que agitavam as boates de todo o mundo. Grupos como Pink Floyd, Genesis, Jethro Tull, dentre outros, foram de grande importância para a incorporação de anos tão significativos e de uma evolução musical muito importante. O glamour visual que começou com David Bowie também marcou uma década em que as pessoas seguiam uma moda que, nos tempos atuais, é simplesmente chamada de “brega”. A força de Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, ainda ajudaram a criar uma tensão muito mais forte para o rock e influenciando as gerações seguintes, assim como Sex Pistols, Ramones, The Clash e tantos outros conjuntos musicais que marcaram época.

É dentro desse círculo que se desenvolve a série Swingtown, considerada como uma das grandes promessas do canal CBS para esquentar essa midseason. A história gira em torno dos casais Susan e Bruce, Tom e Trina. Os dois primeiros acabaram de se mudar para uma vizinhança no subúrbio de Chicago, onde os residentes praticam o swing. E essa premissa não poderia se passar em uma década melhor, visto que os anos 70 tem toda a ousadia e a irreverência que um tema como este necessita. Por essa razão, a série não tem a intenção de retratar como nenhum romantismo a idéia, mas sim tentando recriar uma realidade. E isso fica claro na parte técnica do programa. É impressionante como as construções são realmente idênticas às da época, assim como os carros, as rodovias, o figurino, os costumes dos personagens e tantas outras características marcantes da série. (more…)

Os casais nas séries sábado, 14 de junho de 2008 às 12:06
por Vinicius Silva

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Bem, eu sei que o Dia dos Namorados já passou, mas não custa nada prorrogar a comemoração. Eu estava para escrever este artigo desde o começo dessa semana, mas não encontrei tempo hábil para fazê-lo. De qualquer maneira, o que seria das nossas maravilhosas séries se elas não tivessem os casais para nos fazer emocionar e, de vez em quando, nos fazer acreditar que o amor realmente existe em algum lugar nos corações dos seres humanos e que ele pode ser correspondido.

Para começar essa demonstração de amor, o que falar do casal Haley James e Nathan Scott? Na verdade, One Tree Hill é uma série fantástica para a formação de relacionamentos. Dois chamam atenção: o já citado e, obviamente, Lucas Scott e Brooke Davis. Alguns podem acreditar que o casal mesmo da série atende por Lucas e Peyton, mas nada disso. O grande problema deles dois é a falta de química em cena, algo que é essencial para que se transmita, mesmo que seja superficial, uma dramaticidade suficiente para nos fazer acreditar nas palavras que ambos dizem. Isso é algo que definitivamente não acontece entre Lucas e Peyton, o que sobra em Nathan/Haley e Lucas/Brooke. Ambos conseguem causar impacto nas cenas, principalmente na terceira temporada, em que todos estavam tentando se amarem novamente. Prova disso foi o episódio How Ressurrection Feels, que tem umas das edições mais dramáticas para mostrar a reconciliação dos casais.

No entanto, tem aqueles que parece que não vai dar nada e que não gostamos no primeiro momento, mas que depois começam a nos empolgar. É o caso de Blair e Chuck em Gossip Girl. São dois personagens que se completam, porque estão sempre unindo forças para não deixar de serem populares e foi isso que acabou ligando eles. Quem poderia imaginar que uma pessoa como o Chuck Bass poderia se apaixonar? Certo, pode ser tudo uma mentira, mas quem pode afirmar que é? Acho interessante como a série mostra os dois personagens, porque eles estavam, no início, sempre armando contra os outros, sendo aqueles vilões clichês. E depois os dois cresceram de uma maneira positiva dentro da série e acabaram roubando a cena quando os holofotes estavam todos direcionados para Serena e Dan, que não demonstram ser um casal que nos possa fazer acreditar em nenhum sentimento verdadeiro. (more…)