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In Sickness and in Health quarta-feira, 9 de julho de 2008 às 16:12
por Michael Oliveira

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Prestes a subir no altar, uma noiva recebe um bilhete que diz: “a pessoa com quem está prestes a casar é um serial killer”.

Me preocupa quando a sinopse de um filme tem apenas uma linha, pois normalmente ela descreve um filme superficial que não deveria existir. Esse é o caso do quarto episódio de Fear Itself que extrapola o limite do bom senso criando uma trama sem pé nem cabeça que tenta chocar com um final surrpreendente ingorando a inteligência de qualquer ser humano com mais de dois neurônios.

In Sickness and in Health decepciona já nos primeiros minutos quando a trilha sonora surge no momento em que a noiva abre o bilhete sobre o futuro marido e a partir dessa cena a qualidade  vai ladeira abaixo, como na cena em que a dama de honra/melhor amiga arma o maior barraco na festa por causa do tal bilhete que sequer leu ou quando o noivo se porta como um psicopata sem o menor motivo e persegue a noiva pela igreja. Mas não pense que as atrocidades foram cometidas apenas pelo roteirista, já que o diretor colabora em muito para o desastre.

Não vou abusar muito da paciência de ninguém com este review, porém não tenho como não comentar a cena final quando a tal mulher-de-lenço-vermelho entra um uma casa com vários adereços saídos de O ALBERGUE e descobrimos que ela é na verdade o irmão da protagonista que não apareceu no casamento. Talvez eu seja burro, talvez não prestei atenção o suficiente ou talvez o diretor não sabia o que fazer, mas o aquela cena significa? O irmão da noiva é um assassino e a noiva é sua cúmplice? A noiva é uma assassina e se fez de sonsa o episódio inteiro?

Mais um mistério na longa lista de coisas inexplicáveis exibidas nessa série. Começo a duvidar se ela conseguirá ter um saldo positivo ao final de seus 13 episódios…

Family Man quinta-feira, 26 de junho de 2008 às 1:07
por Michael Oliveira

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Um dedicado pai de família troca de corpo com um serial killer após uma experiência de quase-morte. Agora ele deve encontrar uma forma de impedir que sua mulher e seus filhos entrem para a longa lista de vítimas do assassino.

Troca de corpos é um tema muito corriqueiro que já foi usado em quase todas as séries de ficção e terror existentes, até mesmo em filmes de comédia esse assunto é bem comum. Confesso que não sou muito fã e trato com um certo preconceito o tema, mas em “The Family Man” ele até que foi bem explorado apesar de algumas cenas completamente desnecessárias. É bom comentar que esse episódio foi escrito pelo criador de “Carnivále” da HBO e dirigido por Ronny Yu que entre outras coisas dirigiu o melhor filme da série Brinquedo Assassino - “A Noiva de Chucky”, nem por isso as expectativas devem ser grandes já que esse não é o melhor trabalho de nenhum dos dois.

O diretor peca em diversas cenas pelo excesso de sangue e falta de propósito em algumas tomadas, como na cena em que Richard, o serial killer, é operado e vemos uma poça de sangue no chão ao lado da maca ou na cena de sonho em que a filha de Danny canta uma música vestida de abelha e aos poucos vai se sujando com o sangue que tem nas mãos até chegar ao ponto onde seu rosto e boca estão repletos de sangue também. Cenas assim, só servem para chocar quem está assistindo e nem sempre combinam com o clima do filme, ponto negativo para o diretor que não soube se segurar. (more…)

Spooked segunda-feira, 23 de junho de 2008 às 12:28
por Michael Oliveira

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COMO ASSIM?! Foi a única coisa que consegui pronunciar quando terminei de assistir ao segundo episódio de Fear Itself
e até agora estou lutando para achar pontos positivos nessa história de vingança/policial durão/casa assombrada/lição de moral.

Em Spooked conhecemos Harry Siegel (Eric Roberts), um policial durão que foi afastado da polícia após matar um seqüestrador. Um belo dia, 15 anos depois, ele recebe uma ligação de uma mulher (Cynthia “Libby” Watros) que deseja contratar os seus serviços como detetive particular para arranjar provas contra seu marido. Seguindo o conselho da mulher, Harry monta seu equipamento de vigia em uma casa onde várias crianças morreram e que, óbvio, é assombrada. Agora ele é forçado a enfrentar os demônios de seu passado enquanto tenta descobrir a verdade por trás da misteriosa Meredith.

Só de ler a sinopse da história já é difícil acreditar que em algum momento alguém achou que um bom filme poderia sair disso, mais difícil ainda é acreditar que um escritor cujo ponto alto da carreira foi escrever “White Noise 2″ foi sequer cogitado para escrever alguma coisa, mas se engana quem pensa que só de roteiro ruim vive Spooked, o elenco também colabora para o desastre. Eric Roberts, que interpreta o Thompson em Heroes (por favor alguém me lembra quem é esse personagem), consegue ser caricato do começo ao fim impedindo qualquer tentativa do público em se importar ou sequer acreditar na história do protagonista. Cynthia Watros até que tenta conferir alguma profundidade, mas o estereótipo da familiar-em-busca-de-vingança-do-personagem-insignificante-que-apareceu-só-para-morrer não permite muito, mesmo que permitisse a Cynthia é bem limitada no quesito interpretação.

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