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What Comes After The Blues sexta-feira, 23 de maio de 2008 às 23:05
por Thiago Alves

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Vamos recapitular. Bela introdução, bom desenvolvimento, ótimo clímax, final perfeito. Não preciso mais do que apenas estas palavras para definir o quão One Tree Hill permanece com a essência que me fisgou em sua 3ª temporada. Mostra o quanto os personagens cresceram e amadureceram. Mostra o quanto a história se aprofundou e se intensificou ao longo dos tempos.

Lucas mais uma vez depressivo, se afogando em suas mágoas. Ao menos uma vez na vida gostaria de ver o personagem de alto astral, dando risadas, e deixando de lado a cara de carência que exibiu durante a temporada toda. Lucas talvez é o personagem mais monótono de One Tree Hill, mas talvez isso tenha lá sua importância para transparecer parte do drama da história.

Por outro lado, Brooke totalmente comprometida com a responsabilidade de ser mãe de aluguel, demonstra a transformação da personagem que lhe obrigou a deixar de lado sua imaturidade das primeiras temporadas logo no momento que assumiu os negócios de sua linha de moda. Saiu da aba da saia de sua mãe para mostrar quem é que manda ali.

A despedida entre ela e Angie foi um momento inesquecível, pois a atriz soube abraçar a situação, passando toda a emoção derramada pelo choro de Brooke ao ver a garotinha partir. Não só ela criou um vínculo com a bebê, mas também o fã havia se apegado muito ao enredo construído pela história da doença, pela cirurgia, pela recuperação e pelo sorriso de Angie. (more…)

Life Is Short sábado, 3 de maio de 2008 às 15:54
por Thiago Alves

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One Tree Hill tem o seu episódio mais estúpido da temporada. Foram 40 minutos de fillers que não acrescentaram relativamente nada à história, para concluir o episódio com um final tão ridículo. Não que a cena não tenha sido boa, mas poderiam tê-la reservado para um episódio melhor. Colocá-la neste episódio só para compensar a falta de idéias foi um desperdício. A forma com que Nathan reagiu à notícia dada por Dan também foi repugnante. A série que vem pregando o valor da segunda chance, chegar a este ponto foi inadimissível. O que esperávamos, e o mínimo que poderia ter sido feito, seria de alguma forma ter dado mérito ao Dan por ter salvo seu neto no dia do casamento. A ignorância retratada dos dois filhos a partir daí, começou a ser realmente ridícula, mas Nathan virar as costas após seu pai ter falado que tinha apenas 6 meses de vida, foi a coisa mais fria que já vi na televisão. (more…)

Don’t Dream It’s Over segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 às 9:14
por Thiago Alves

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Através de um caprichado enredo, Don’t Dream It’s Over contrasta os sonhos e pesadelos dos personagens em diferentes posições e pontos de vista, relacionando todos com algo em semelhante.

Carrie, a babá perfeita, se desdobra revelando aos poucos suas reais intenções em seu novo emprego, apresentando ao público a ameaça que pode se tornar na série, na trama de Haley e Nathan. Pretensiosa, joga charme para o jogador de basquete com objetivo de atrair suas afeições. Haley tem o pesadelo de perder o filho e o marido para a babá e quando acorda, percebe que aquilo poderia ter sido uma visão de uma realidade que não está muito distante.

A personagem entra na história esbanjando simpatia, conquistando o carinho de todo o público, mas decepciona grande parte ao deixar explícito que deseja acabar com o casamento tão sofrido de Haley e Nathan.

Um dos piores tipos de antagonista é aquele que se infiltra no ambiente e passa a conhecer bem o indivíduo para que, ao menor descuido, ataque com precisão. É o que Carrie almeja cometer. No início ninguém pensou na possibilidade da garota possuir esse lado “maléfico” que evidenciou, mas sim a viram como a solução dos problemas do casal, tanto que Haley pôde voltar à música e Nathan à fisioterapia.

Lucas sonha pedir a mão de Lindsey, quando de repente vê Peyton deitada na cama ao lado aconselhando-a negar, remetendo ao dia que ela recusou seu pedido de casamento. Uma das cenas mais bem feitas na série foi a de Lucas e Peyton discutindo o motivo do rompimento, que mostra claramente que os personagens não foram feitos exatamente um para o outro. Falo e repito, lugar do Lucas é com Brooke, e Peyton com o Pete do Fall Out Boy talvez…

E por falar em Brooke, a história da personagem talvez foi a que mais comoveu no episódio, já que no caso da garota, os sonhos são confortáveis, a realidade que é o pesadelo. Apesar de ter conquistado tudo que sonhou, se vê infeliz com a “mãe” insensível e fria. Daphne Zuniga merece ganhar o Emmy de melhor atriz coadjuvante por interpretar talvez uma das personagens mais ignorantes da televisão.

One Tree Hill se desprendeu das “regras” dos seriados adolescentes, partindo para um vasto horizonte a ser explorado na trama. A mudança tem agradado e muito, tudo sem largar mão da essência que a tornou uma das melhores séries da televisão americana.

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