Don’t Dream It’s Over
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 às 9:14
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Através de um caprichado enredo, Don’t Dream It’s Over contrasta os sonhos e pesadelos dos personagens em diferentes posições e pontos de vista, relacionando todos com algo em semelhante.
Carrie, a babá perfeita, se desdobra revelando aos poucos suas reais intenções em seu novo emprego, apresentando ao público a ameaça que pode se tornar na série, na trama de Haley e Nathan. Pretensiosa, joga charme para o jogador de basquete com objetivo de atrair suas afeições. Haley tem o pesadelo de perder o filho e o marido para a babá e quando acorda, percebe que aquilo poderia ter sido uma visão de uma realidade que não está muito distante.
A personagem entra na história esbanjando simpatia, conquistando o carinho de todo o público, mas decepciona grande parte ao deixar explícito que deseja acabar com o casamento tão sofrido de Haley e Nathan.
Um dos piores tipos de antagonista é aquele que se infiltra no ambiente e passa a conhecer bem o indivíduo para que, ao menor descuido, ataque com precisão. É o que Carrie almeja cometer. No início ninguém pensou na possibilidade da garota possuir esse lado “maléfico” que evidenciou, mas sim a viram como a solução dos problemas do casal, tanto que Haley pôde voltar à música e Nathan à fisioterapia.
Lucas sonha pedir a mão de Lindsey, quando de repente vê Peyton deitada na cama ao lado aconselhando-a negar, remetendo ao dia que ela recusou seu pedido de casamento. Uma das cenas mais bem feitas na série foi a de Lucas e Peyton discutindo o motivo do rompimento, que mostra claramente que os personagens não foram feitos exatamente um para o outro. Falo e repito, lugar do Lucas é com Brooke, e Peyton com o Pete do Fall Out Boy talvez…
E por falar em Brooke, a história da personagem talvez foi a que mais comoveu no episódio, já que no caso da garota, os sonhos são confortáveis, a realidade que é o pesadelo. Apesar de ter conquistado tudo que sonhou, se vê infeliz com a “mãe” insensível e fria. Daphne Zuniga merece ganhar o Emmy de melhor atriz coadjuvante por interpretar talvez uma das personagens mais ignorantes da televisão.
One Tree Hill se desprendeu das “regras” dos seriados adolescentes, partindo para um vasto horizonte a ser explorado na trama. A mudança tem agradado e muito, tudo sem largar mão da essência que a tornou uma das melhores séries da televisão americana.


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