Family Man
quinta-feira, 26 de junho de 2008 às 1:07
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Um dedicado pai de família troca de corpo com um serial killer após uma experiência de quase-morte. Agora ele deve encontrar uma forma de impedir que sua mulher e seus filhos entrem para a longa lista de vítimas do assassino.
Troca de corpos é um tema muito corriqueiro que já foi usado em quase todas as séries de ficção e terror existentes, até mesmo em filmes de comédia esse assunto é bem comum. Confesso que não sou muito fã e trato com um certo preconceito o tema, mas em “The Family Man” ele até que foi bem explorado apesar de algumas cenas completamente desnecessárias. É bom comentar que esse episódio foi escrito pelo criador de “Carnivále” da HBO e dirigido por Ronny Yu que entre outras coisas dirigiu o melhor filme da série Brinquedo Assassino - “A Noiva de Chucky”, nem por isso as expectativas devem ser grandes já que esse não é o melhor trabalho de nenhum dos dois.
O diretor peca em diversas cenas pelo excesso de sangue e falta de propósito em algumas tomadas, como na cena em que Richard, o serial killer, é operado e vemos uma poça de sangue no chão ao lado da maca ou na cena de sonho em que a filha de Danny canta uma música vestida de abelha e aos poucos vai se sujando com o sangue que tem nas mãos até chegar ao ponto onde seu rosto e boca estão repletos de sangue também. Cenas assim, só servem para chocar quem está assistindo e nem sempre combinam com o clima do filme, ponto negativo para o diretor que não soube se segurar.
Ainda assim, o grande culpado por esse episódio não ser bom é roteirista que parece não entender a força da história que criou e inventa subtramas desnecessárias como o policial em busca de vingança ou incoerentes como o advogado que quer salvar de qualquer jeito o assassino. Além de oferecer detalhes que logo depois são esquecidos, como o ingrediente secreto da panqueca que poderia ter ajudado o mulher do personagem principal acreditar que o marido havia trocado de corpo com um serial killer.
Nem tudo é perdido, no entanto. Os protagonistas realizaram um trabalho muito bom, principalmente Clifton Collins Jr. que interpreta o pai de família na pele do assassino de forma sensível sempre com os olhos marejados, em certo momento eu realmente acreditei que ele era inocente e que estava no corpo errado. Outro destaque do episódio e que já vem se tornando uma constante em Fear Itself, é o final onde ninguém fica feliz e mesmo o vilão sendo derrotado as conseqüências não levam a felicidade.





