Degrassi ainda não havia definido seu formato e nesse episódio podemos claramente ver a divisão de três plots. Toby com medo de seus pais divorciados se encontrarem, Ashley e Paige tentando impressionar a mãe de Toby que é uma “caça talentos”. E por fim, e o mais interessante, Emma e Sean e o problema ético do patrocínio da escola.
Vamos por partes. Toby representa o garoto que além de enfrentar o divórcio dos pais, também lhe foi roubado o privilégio de poder estar com os dois ao mesmo tempo. Ele passa o episódio todo temendo o encontro dos pais no “ParentsDay”, algo como a entrega de boletins aqui, onde um responsável vai pegar o boletim e o professor começa a fofoc…, a comunicar os pais de tudo que você fez ou deixou de fazer. Toby é usado como desculpa para os pais brigarem e em meio à discussão ele é quem tem que tomar as rédeas. São os típicos relacionamentos mal resolvidos, onde quem sofre mais é a criança.
Paige e Ash tentam agrada a mãe de Toby como se fossem conseguir virar estrelas de TV, e novamente Paige aparece como metida. O momento em que ela entrega uma foto sua a mãe de Toby foi cômico. A cara de Ash e Paige quando a mãe de Toby demonstra interesse em Terri é realmente divertido. Bom pra Terri, que tem problemas de auto-estima.
Finalmente chegamos a Emma e seus “protestos” contra a propaganda que os alunos são obrigados a assistir no inicio da aula. A propaganda chama os garotos de rua que lavam os carros na sinaleira, de drogados. Isso mostra como nós colocamos tudo num pacote só: é pobre, é drogado, é ladrão, é preguiçoso. Emma vai contra isso e escreve um artigo defendendo eles que são moradores de rua, sem escola e muitas vezes sem pais. Acusando a propaganda de lavagem cerebral, ela vai até o diretor. O problema é que os computadores da escola foram comprados em troca da propaganda, e Sean é um dos alunos que não possuem computador em casa. Quando Emma diz que ele pode fazer o trabalho na própria escola, o irmão de Sean lembra a ela que os computadores foram dados pela propaganda que ela é contra. Emma quer mostrar a manipulação da mídia, por outro lado, Seand é a realidade daqueles que nem saberiam apertar um “ENTER” se não fosse a pequena ajuda dessa manipulação.


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