Racing Like a Pro
terça-feira, 29 de janeiro de 2008 às 13:39
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Ao destacar o enredo em diferentes ângulos, Mark Schwahn contrasta o medo e a coragem de forma a assemelhar pai e filho em situações distintas, com planos de fundos análogos. Ao desistir da corrida, Jamie denota falta de apoio e de encorajamento familiar – espelhado em Nathan que abandona a luta de voltar a andar, persistindo em ficar submerso no poço da amargura, pois não apenas seu corpo foi vítima do acidente, mas também o orgulho próprio, ferido ao se sentir inutilizado preso em uma cadeira de rodas. Fato que remete à imagem de seu pai – Dan, que agora confinado em uma cela pelos erros que cometeu, Nate se posiciona na mesma situação e desperta para a vida que tem, antes que tome o mesmo destino trágico do seu velho, abandonado pela esposa – largado às moscas.
Diante às mudanças, o confronto com a independência. Tanto Brooke, como Peyton e em mais evidência Mouth, brigam por uma oportunidade nesse mundo novo cheio de obstáculos pela frente, nota-se que a vida pós-colegial não é doce como os tempos de high school e que não é um campeonato de basquete ou um concurso de cheerleader que vai oferecer vantagens ou privilégios na jornada, e sim muita luta. Mouth lidando com a extremamente antipática chefa, querendo provar que não é necessário um rosto bonito para se ter talento, cena que estava plausível – até o momento em que os dois começam a se agarrar no episódio seguinte, o qual diga-se de passagem foi ridículo e totalmente dispensável para o rumo da história.
Haley aparentemente mais madura que os outros (por causa do casamento?) lida com momentos difíceis, tanto no ambiente de trabalho – agora lecionando na escola em que estudava – tanto em casa, com o marido depressivo e o filho carente de atenção. Para complicar, Quentin, um novo personagem arrogante e egocêntrico à distância, que inferniza o trabalho da recém formada professora e transforma o time de basquete em um pleno caos.
Todo mundo tem problemas, lição bem passada pelo episódio. O que nos torna vitoriosos é como a gente confronta com aquilo. Encaramos ou fugimos? Vencemos ou desistimos? Pelas próprias palavras de Nathan, “Se não enfrentarmos o medo, pode ser que percamos algumas coisas boas”, citação que mais correta, impossível.


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